sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A verdade de Jerónimo de Sousa no XX Congresso do PCP


APONTAMENTO SOBRE 
O XX CONGRESSO DO PCP

Esta opção, sublinhou o secretário-geral do PCP, no seu discurso de abertura do XX Congresso do partido, passa por "enfrentar o problema da dívida, preparar o país para se libertar do euro, rejeitar as imposições do tratado orçamental e de outros instrumentos, assegurar o controlo público sobre a banca e o setor financeiro".
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Socorrendo-nos da célebre frase de Émile-Auguste Chartier, e adaptando-a à situação, poderemos dizer que Jerónimo de Sousa identificou a mãe de todos os vícios – a colossal dívida do Estado à troika e aos privados – mas também a mãe de todas as virtudes – a saída de Portugal do euro, a ruptura com o Tratado Orçamental e o controlo público sobre banca e o sector financeiro.
Por mais piruetas que os paladinos do europeísmo façam, por mais cantigas de embalar, que entoem, por mais vantagens que apresentem, em relação à construção europeia (cheia de entorses) a realidade acabará, tragicamente, por se impor, se não aparecer um outro Alexandre que, com a sua espada, decepe o nó górdio de Portugal.
Com uma crise demográfica, que vai agravar-se no futuro, e sem investimento público e privado (quem é que quer apostar num país falido - uma falência já instalada, tal como afirmou recentemente Thomas Mayer, ex-economista-chefe do Deutsche Bank), Portugal não conseguirá crescer sustentadamente, nem gerar excedentes para satisfazer compromissos financeiros, o que vai obrigar a alienar a privados o Estado Social (saúde, educação e segurança social), uma opção que, segundo consta, já estará a ser planeada secretamente, com o beneplácito da Alemanha e da Comissão Europeia, e que envolve muitos lobies instalados.
Alexandre de Castro

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

MEMORIAL PARA FIDEL


Cinzas de Fidel vão percorrer 950 quilómetros em quatro dias

A urna com as cinzas de Fidel Castro deixou hoje de manhã Havana para uma viagem de quatro dias em caravana pela ilha até Santiago de Cuba, berço da revolução, onde serão enterradas no domingo.
… Após quatro dias de viagem e percorridos cerca de 950 quilómetros, as cinzas serão enterradas no domingo no cemitério de Santa Ifigenia de Santiago, ao lado do mausoléu de José Marti, herói da independência de Cuba.
Diário de Notícias
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MEMORIAL PARA FIDEL

É um momento solene de luto. Mas também é um glorioso momento de exaltação revolucionária, internacionalista e patriótica. Alejandro Fidel Castro não pertence apenas ao povo cubano. Pertence ao mundo dos oprimidos e dos humilhados e a todos aqueles que lutaram e lutam contra a tirania do imperialismo e contra a ditadura do capitalismo financeiro.
Honremos a herança, que nos deixou...
Alexandre de Castro

domingo, 27 de novembro de 2016

Para Fidel Castro…




Para Fidel Castro…


As árvores ficaram despidas e nuas
quando a tua voz se calou na sombra da noite
e os astros incandescentes se apagaram
ouviram-se os pássaros pendurados nos alpendres
e um relâmpago riscou o céu
da Serra Maestra até Havana
a iluminar o caminho da glória
da tua marcha heróica e triunfal…

Agora, junto a tua voz à minha memória
e à memória da voz do companheiro Che Guevara,
o outro astro incandescente da nova aurora
o outro herói da gesta revolucionária
que acendeu em nós a chama da liberdade
e que morreu lutando pelo sonho que sonhou…
Hasta siempre, comandante Fidel Castro…

Alexandre de Castro

Lisboa, Novembro de 2016

O outro lado de Cuba (o principal), que muitos não querem ver...

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sábado, 26 de novembro de 2016

Homenaje al Comandante en Jefe Fidel Castro






Morreu o HOMEM!... Hoje, também eu morri um pouco. Fidel  Castro foi uma referência incontornável da minha geração de militância.
Morreu o HOMEM que devolveu a dignidade ao povo cubano.
Hasta siempre, camarada El Comandante...

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Bilderberg: O Clube Secreto dos Poderosos


“Parece o argumento de um filme mas trata-se de algo real: o clube Bilderberg, que se reúne há 61 anos, congrega as individualidades mais poderosas do mundo e aqueles que um dia serão altos dirigentes”, afirma a TVI numa reportagem sobre o livro O Clube Secreto dos Poderosos, da jornalista Cristina Martín Jiménez. Esta sevilhana explica que os membros do Bilderberg “têm o poder como ideologia” e implementam “planos secretos para governar o mundo inteiro, destruindo gradualmente as soberanias nacionais e tirando aos países a capacidade de decidir. Desde o 25 de Abril que os portugueses estão muito alheados do que realmente se passa e muito dependentes dos políticos, que promovem certas pessoas e outras não. A crise terá sido fabricada entre quatro paredes para dar mais poder a quem já o tem.”
“José Sócrates foi ao Bilderberg um mês antes de ser líder do PS e um ano depois ganha as eleições legislativas. Quando eles vêem que alguém se pode destacar chamam-no e, se passar no teste, terá todo o apoio de Bilderberg”, garante Cristina Jiménez, recordando que António Costa é também – tal como Sócrates – outro servo das elites políticas, tendo ingressado no Bilderberg em 2008.
O vídeo acima inclui a entrevista que a escritora deu à revista Sábado.
In PORTUGAL CONFIDENCIAL

terça-feira, 22 de novembro de 2016

A entrevista de Bashar al-Assad à RTP e a tragédia do povo sírio...


Para garantir o pleno domínio no Médio Oriente, os EUA necessitam de abater o regime sírio. Não podendo fazer a guerra directamente, devido à impopularidade que essa acção desencadearia na opinião pública americana e na opinião pública mundial, mudaram de estratégia e começaram a encomendar a guerra a terceiros, a quem prestaram e prestam, juntamente com a França (socialista?), apoio logístico, financeiro e, ainda, um intenso treino militar no território sírio, dominado pelos rebeldes. O próprio ISIS é uma inspiração da CIA, que recrutou, doutrinou e instruiu os dois principais dirigentes daquele grupo terrorista, entre os prisioneiros árabes, que enclausurou nas suas prisões no Iraque, depois da invasão daquele país, ordenada por Bush e por Blair, e cuja justificação, que  veio a revelar-se falsa, se baseava na existência, em solo iraquiano, de armas de destruição maciça (nunca encontradas), ao dispor de Hussein Sadam. 

Na invasão da Líbia, os EUA recrutaram mercenários do Qatar, que se faziam passar, posando para as televisões ocidentais, por opositores líbios ao regime de Kadafi.

Kadafi e Sadam foram mortos, o primeiro de uma forma bárbara e o segundo foi enforcado, por sentença de um tribunal fantoche iraquiano, manipulado pela CIA. Houve a abjecta preocupação de exibir pelas televisões o seu enforcamento, para que a humilhação e o castigo servissem de exemplo para todos os dirigentes políticos que se atravessem a passar pelo caminho dos interesses estratégicos dos EUA.

Agora, as potências ocidentais querem fazer o mesmo ao líder sírio, Bashar-al-Assad . Para completar o cerco a Damasco, aquelas potências aliciaram as forças da oposição ao governo sírio, treinando-as e financiando-as, a fim de iniciarem uma guerra civil. Com o ISIS a atacar pelo nordeste e os grupos rebeldes a actuarem a oeste, o exército sírio não poderia, sozinho, oferecer resistência, se, entretanto, a Rússia, uma velha aliada do regime sírio, já desde do tempo da União Soviética, não entrasse na contenda, com a sua poderosa aviação militar.  

Com esta política suicida, que já tem vindo a ser aplicada, desde a fundação do Estado de Israel, os EUA criaram uma enorme desestabilização em todo o Médio Oriente e destruíram os dois países árabes com maiores afinidade culturais com o ocidente - o Iraque (a comunidade sunita) e a Síria. Mais grave ainda: com esta interferência criminosa no Médio Oriente, os EUA estão a contribuir para internacionalização do conflito, o que constitui uma ameaça para a paz mundial. 

A culminar toda esta desumana escalada da violência, provocada pela guerra, o mundo, incrédulo e estupefacto, confrontou-se com o drama dos refugiados, que escreveram a sua Odisseia Trágico-Marítima, que a História não apagará nem a memória colectiva esquecerá. 
Alexandre de Castro

domingo, 20 de novembro de 2016

Dia da Consciência Negra



Dia da Consciência Negra

O racismo ainda existe em muitos países. Até é possível que venha a aumentar no país que tem a maior economia do mundo. No entanto, quero aqui assinalar que o meu país, Portugal, a este nível, fez as pazes com a História. A integração das comunidades negras, oriundas das suas antigas colónias, está a ser muito bem sucedia.

O país que teve um grande império colonial, o país dos "negreiros", que praticou, em grande escala, o comércio e o tráfego de escravos negros, o país em que a principal casa ducal, a de Bragança, tinha em Vila Viçosa, confinados a um espaço específico, "escravos reprodutores", como se fossem cavalos, o país que manteve, durante treze anos, uma injusta Guerra Colonial, contra os movimentos de libertação da Guiné, de Angola e Moçambique, esse mesmo país redimiu-se dessa nódoa da História numa madrugada redentora de Abril, que a negritude da noite ainda não conseguiu engolir.

É certo que nos encontramos no princípio do caminho e ainda há muito a fazer para que a integração avance, corrigindo as desigualdades económicas e sociais. No entanto, a consignação dos direitos está garantida. E, neste aspecto, orgulho-me do meu país.
Alexandre de Castro

P.S - Em todas as épocas e em todo o lado, o preconceito sempre se sobrepôs à inteligência. O racismo é um problema de cultura, ou melhor, da falta dela.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

De quem é a culpa?


Não há extremista político, populista isolacionista, ditador ou candidato a ditador que não se encontre reconfortado com a vitória de Trump.
Vicente Jorge da Silva -  PÚBLICO
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De quem é a culpa?

A culpa pelo ressurgimento da extrema-direita não é dos políticos extremistas, dos populistas isolacionistas e dos ditadores ou dos candidatos a ditadores. É, somente, culpa do sistema e das actuais elites políticas, económicas, financeiras e culturais (incluindo a comunicação social), que dirigem esse sistema. 

Um sistema que, pelo delírio neoliberalizante, alargou o fosso entre ricos e pobres. 

Um sistema que regressou aos argumentos da guerra, e que, agora, passou a ser encomendada a terceiros, para iludir as respectivas opiniões públicas.

Um sistema que fez da globalização uma bandeira, ignorando a sua rectaguarda ao nível do emprego, cuja oferta diminuiu, estando, assim, cada vez mais distante o pleno emprego, prometido tantas vezes.

Um sistema que deixou o sector financeiro à solta, sem freios e sem lei nem roque, para fazer todas as tropelias, que os contribuintes tiveram de pagar.
AC

Globalização: quem ganha e quem perde…


Globalização: quem ganha e quem perde…

Neste insano esforço de defender a desregulamentação dos mercados, promovida pela globalização, em que se enaltecem, e bem, os benefícios recebidos pelos países subdesenvolvidos, para onde foram deslocalizadas as indústrias dos países desenvolvidos, e, ao mesmo tempo, se destaca o baixo preço dos produtos, importados desses países, esquecem-se dois aspectos importantes:

1- Os milhões de desempregados que a deslocalização das indústrias provocou nos países ricos, e que ficaram sem alternativa de emprego compatível, assim empobrecendo. Foram estes segmentos populacional que, nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, deram a vitória, respectivamente, a Donald Trump e ao Brexit. Cá se fazem, cá se pagam.

2- Também é necessário contabilizar o aumento exponencial de lucros verificado, o que enriqueceu ainda mais os accionistas dessas empresas deslocalizadas, essencialmente, as grandes multinacionais.
Poder-se-à dizer que que esses ganhos foram conseguidos à custa do empobrecimento dos trabalhadores despedidos, o que foi injusto E pouco se fala desta injustiça, porque o sistema quer resguardar a imagem pública do neoliberalismo e a desregulamentação dos mercados, provocada pela globalização.
Alexandre de Castro


domingo, 13 de novembro de 2016

Agradecimento



Agradeço à Branca Costa a amabilidade de ter aderido ao Alpendre da Lua

Blowing In The Wind (Live On TV, March 1963) - Bob Dylan





 Blowing in the wind

Quantos caminhos deve um homem percorrer
antes que o chamem de Homem?

Quantos mares deve
uma pomba branca navegar
antes que possa repousar na praia?

Quantas vezes mais
as balas de canhão voarão
até que sejam banidas para sempre?

A resposta, meu amigo, está
em soprar no vento...

Quantos anos deve uma montanha existir
até que desapareça no mar?

Quantos anos devem algumas pessoas existir
até que lhes seja permitido de serem livres?

Quantas vezes pode um homem virar a sua cabeça
e fingir que, simplesmente, não vê?

A resposta, meu amigo, está
em soprar no vento...

Quantas vezes um homem deve olhar para cima
antes que possa ver o céu?

Quantos ouvidos deve um homem possuir
até que possa ouvir o pranto do seu próximo?

Quantas mortes ainda serão necessárias
até perceber que morreram pessoas demais?

A resposta, meu amigo, está
em soprar no vento...

Bob Dylan
 **
Esta publicação foi inspirada nas fotografias de Bob Dylan, contidas num álbum que o meu amigo João Fráguas me enviou, a propósito da nomeação do grande cantor, compositor e poeta  para o Prémio Nobel da Literatura. 

sábado, 12 de novembro de 2016

Carta a uma amiga sobre a semelhança entre Donald Trump e Hitler


Carta a uma amiga sobre a semelhança entre Donald Trump e Hitler

Amiga Lara:

No meu texto, que lhe enviei, e que anteontem publiquei no blogue Alpendre da
Lua, eu dizia que Trump me recordava Hitler.

Hitler ganhou o poder, porque, discretamente, foi apoiado fortemente, no ponto de vista político e financeiro, pelos grandes industriais alemães, que viviam em pânico, perante o avanço do movimento comunista. Cada vez mais, intelectuais, operários e franjas das classes médias começaram a aderir ao marxismo. Por outro lado, as eleições “livres”, burguesas, antes, devidamente condicionadas pelo pensamento dominante, inspirado pelo grande capital, começaram a abrir brechas e a não corresponder aos interesses das classes dominantes. Era necessário uma ditadura e um demagogo, que a dirigisse, e que soubesse, para encobrir o que de odioso todas as ditaduras têm, encontrar um inimigo, que o povo, intimamente, também odiasse. Esse povo, foi o povo judeu. E à boleia da perseguição aos judeus, meteram-se no mesmo saco os comunistas.

Donald Trump poderá muito bem ser uma emanação política dos mais secretos e sujos interesses das multinacionais americanas e do poderosíssimo clã sionista-judaico, que impera na banca e move todos os cordelinhos na política.
Aliás, Israel vive à custa dos movimentos desses cordelinhos.

Falta falar da guerra. Há duas semanas, a tensão entre os EUA e a Rússia esteve ao rubro, o que levou Putin a ter de exibir um sofisticado míssil balístico, capaz de atingir o coração da América, respondendo assim à construção de bases de lançamento de mísseis, pela NATO, na sua fronteira ocidental. A guerra da Síria, país que os EUA precisam de neutralizar, para dominar o Médio Oriente, está a ser o ensaio geral de uma guerra total. E Trump é suficientemente louco, tal como Hitler, para a desencadear.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

As eleições americanas serão o princípio do fim?


As eleições americanas serão o princípio do fim?

O que eu valorizei mais, nestas eleições dos EUA, foi a estrondosa derrota do establishment. Além das elites políticas e económicas americanas, quem também está verdadeiramente assustado, com a vitória de Trump, são os dirigentes políticos dos países da ortodoxia neoliberal, aliados do império, e que já estão a ver o poder a fugir-lhes debaixo dos pés. Foi confrangedor ouvir e ver Holland, no seu discurso de felicitações (a fazer fisgas) ao novo presidente dos EUA, que mais parecia um discurso fúnebre, da assumpção da derrota, numas eleições francesas.

Trump, como elemento off side do sistema, baralhou o jogo do discurso do politicamente correcto, ao falar para todos aqueles americanos, que já não se reviam no sistema do bipartidarismo instituído, e que os impedia de aceder a uma vida digna. A população branca americana, marginalizada e pobre, descobriu, nestas eleições, um processo de dar uma grande machadada nas elites da política, da economia e das do mundo académico, que sempre a ignoraram, não optando, agora, pela clássica abstenção, mas votando em Donald Trump. Assim, Donald Trump seria o elefante, que iria entrar numa loja de porcelanas.

É certo que Trump é um populista perigoso e a sua eleição lembra-me a eleição de Hitler, como chanceler, que centrou o seu discurso na xenofobia, no antissemitismo e na restauração do orgulho germânico, humilhado em Versalhes.

De qualquer forma, não deixo de recorrer ao paradigma da História: os impérios nascem, crescem, atingem o firmamento na idade adulta, envelhecem e morrem. E o império americano e os seus apêndices ocidentais já estão, de forma acelerada, a envelhecer. Não sei se será Trump, que, inadvertidamente, lhes dará a machadada final. No entanto, uma coisa é certa: as contradições do imperialismo já são enormes e não têm solução à vista (a crise da dívida e do euro já dura há seis anos - são muitos anos - e uma nova crise financeira mundial está prevista para breve).

O Brexit constituiu o primeiro alarme, a evidenciar o desconforto de grande parte do eleitorado, em relação ao sistema, principalmente o oriundo da classe média. E, possivelmente, outras hecatombes eleitorais irão ocorrer brevemente na Europa (França, Itália e Alemanha).
Será o princípio do fim?
Alexandre de Castro

Agradecimento...


Agradeço ao Manuel, ao Francisco Serra, ao Álvaro Cartas e ao João Fernandes a amabilidade de terem aderido ao Alpendre da Lua

sábado, 13 de agosto de 2016

Muchas razones a defender - Canción a Fidel Castro


Fidel Alejandro Castro Ruz (Birán, 13 de agosto de 1926)

Fidel, o homem que devolveu a dignidade ao povo cubano...

Faz hoje 90 anos.

Para que Portugal continue a ser dos portugueses...

Marcelo Rebelo de Sousa admitiu realizar 
em São Paulo a cerimónia do 10 de Junho de 2018

Presidente da República anunciou intenção de comemorar 10 de Junho com os portugueses no estrangeiro ano sim ano não.
***«»***
Se estamos a perder Portugal, cá dentro, ao menos, que o façamos crescer, lá fora, onde quer que se encontre a nossa diáspora.
Alexandre de Castro
13 AGO 2016

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Uma política preventiva é o meio mais eficaz e menos oneroso de combater a praga dos incêndios florestais


Incêndios. Ministra esperava "maior solidariedade" de parceiros europeus

Portugal acionou mecanismo europeu de proteção civil. Itália respondeu ao pedido de ajuda, Espanha já tinha enviado dois aviões
A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, mostrou-se esta quinta-feira insatisfeita com a resposta dos parceiros europeus ao pedido de ajuda de Portugal civil para fazer face aos muitos incêndios que lavram no país.
"Estava à espera de uma maior solidariedade dos parceiros europeus", afirmou a ministra, sublinhando que Marrocos, apesar de não pertencer à União Europeia, respondeu prontamente ao pedido de auxílio.
Constança Urbano de Sousa disse ainda, em Arouca, que o dispositivo de combate a incêndios tem estado a responder "com enorme determinação" aos vários fogos que assolam o país, salientando que o trabalho tem sido dificultado pela "severidade" das condições meteorológicas.
"O nosso dispositivo de combate a incêndios é robusto, capaz e bem treinado. Ao longo destes anos foi sendo desenvolvido e está adequado para fazer face a grandes fenómenos com alguma severidade", assegurou.

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Uma política preventiva é o meio mais eficaz e menos oneroso de combater a praga dos incêndios florestais

A senhora ministra da Administração Interna ainda não percebeu que a Europa não é um espaço de solidariedade. É um espaço de negócio. Registe-se o altruísmo de Marrocos, da Espanha e da Itália.
A senhora ministra (que não tem culpa nenhuma da actual tragédia incendiária) também ainda não percebeu, e baseando-nos nas declarações por si proferidas, que por mais meios de combate que existam (bombeiros e helicópteros) para utilizar nos incêndios florestais, não é possível deter a fúria do fogo, nem evitar a sua deflagração, na época crítica, se não houver previamente uma verdadeira política de prevenção, que praticamente não existe. 
Ao contrário do que acontece com os incêndios urbanos, os florestais não podem ser extintos com água e ar, e a acção dos helicópteros é muito limitada. A estratégia correcta para evitar a sua ocorrência é "roubar-lhes o alimento", quer provocando, antes da época crítica (Julho e Agosto), incêndios controlados nos matagais entre zonas contíguas de denso arvoredo, quer limpando as matas e, ainda, e isto é importante, estimulando a actividade da pastorícia. Os rebanhos roubam o material combustível, que alimenta as chamas. Por este trabalho prestado à sociedade, os proprietários de rebanhos recebem um subsídio estatal, que o anterior governo reduziu, revertendo uma parte a favor dos bombeiros. Claro que os bombeiros (uns verdadeiros heróis, que não sabem chutar a bola) precisam de mais meios físicos e de mais incentivos, mas que deveriam ser custeados por outras fontes de financiamento, que não a que estava destinada para os pastores. 
Por outro lado, é necessário romper com os lobies de interesses que giram à volta do fogo, e que privilegiam a estratégia do combate às chamas, em vez da estratégia preventiva, ao mesmo tempo que dão a ganhar, a muita gente, dinheiro sujo. Veja-se o caso do serviço das frotas de helicópteros de empresas privadas, serviço esse que a Força Aérea está em condições de prestar com eficácia, a um custo muito menor. 
Pelo que disse, a senhora ministra tem muito que aprender sobre a natureza desta praga, que devora património e alarma as populações rurais, que apenas têm voz na comunicação social, quando as suas casas são consumidas pelas chamas.
Alexandre de Castro
11 AGO 2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O "Fogo do Céu" de 1593, na ilha da Madeira


1593 - 26 de Julho. «Deu-se nesta ilha um fenómeno de incandescência atmosférica, que nas cronicas madeirenses ficou conhecido pelo nome de Fogo do Céu. Nos dias 24 e 25 do mês e ano referidos soprara violentamente o conhecido ‘vento leste’ acompanhado de tão intenso calor, que, no dizer duma testemunha coeva do acontecimento, ‘não havia pessoa viva que sahisse de casa nem abrisse janela, nem se podia sofrer dentro das casas, nem se podia nestas estar por ser o ar tão quente que tudo era cuidarem que pereciam e o vento era tal que parecia queimava os ossos, cousa que jamais os homens viram nestas partes’.Tornou-se cada vez mais intenso o calor e pelo começo da noite no dia 26 era já bem visível o raro mas conhecido fenómeno de incandescência atmosférica, que pelas 11 horas se transformou num pavoroso incêndio, queimando toda a vegetação e reduzindo a um enorme braseiro um numero considerável de habitações»,
Elucidário Madeirense

***«»***
Esta incandescência atmosférica, que o povo madeirense adoptou com a designação “Fogo do Céu”, teve causas meteorológicas, e provocou a total destruição do manto vegetal da ilha. O calor era de tal maneira intenso, que os madeirenses da orla marítima passaram a noite, mergulhados nas águas da beira-mar.    

Façam o vosso jogo [Mercados Financeiros não criam riqueza]


Façam o vosso jogo

Imagine que você tem dois amigos, ambos viciados em jogo e que se encontram proibidos de entrar em casinos...
Para poderem continuar a satisfazer a sua adicção, reúnem-se à mesa de um café e efectuam uma aposta sobre o preço que a onça de ouro atingirá no dia seguinte.
Os dois possuem expectativas opostas quanto ao comportamento do valor de fecho desse activo no dia seguinte: um aposta que vai subir e o outro aposta que vai descer – tem de ser assim, caso contrário, contra quem iriam os dois apostar?
Como toda e qualquer incerteza tem de implicar uma perda/ganho patrimonial para que se considere que existe risco para os intervenientes, vamos assumir que estes dois amigos vão colocar dinheiro em cima da mesa do café: cada um aposta cem euros.
Qual o resultado deste jogo? No dia seguinte, um deles perderá cem euros e o outro ganhará cem euros. Este jogo designa-se por um jogo de “soma-zero”: os cem euros que um dos amigos ganhar anulará os cem euros que o outro perderá. Em termos agregados, o ganho (ou perda) é zero, ou seja, não foi criado qualquer valor, porque, no início do jogo, cada um tinha cem euros; agora, no final, os duzentos euros estão apenas na mão de um deles.
Compreendeu este jogo? Se sim, e se você se sente confortável com o pressuposto de que nenhum dos dois jogadores possui qualquer informação privilegiada sobre a evolução do preço do ouro, então você acabou de compreender um dos princípios mais elementares da economia financeira.
Parabéns! Mais ainda, você implicitamente considerou que a probabilidade da onça de ouro subir é a mesma probabilidade de descer. Confesse que sim. E você está, grosso modo, certo.
Espero também que você tenha compreendido que, o facto de existir um mercado em que estes dois apostadores (ou milhões deles) arriscam dinheiro não cria, de per se, qualquer riqueza (cria apenas a que deriva de algumas pessoas terem emprego para que esteja assegurado que este “casino” opera convenientemente; este, a troco de uma comissão, providencia o necessário para que tudo corra bem).
Louis Bachelier, em 1900, foi o primeiro investigador a debruçar-se sobre o comportamento do preço dos activos financeiros (mais informação sobre o trabalho pioneiro de Bachelier). Este matemático, na altura visto como muito pouco ortodoxo, concluiu que, para se prever a evolução do preço de um activo financeiro, o comportamento passado do seu preço é irrelevante: apenas interessa o preço que esse activo possui hoje, para estimar qual o preço, que amanhã à mesma hora, esse activo evidenciará.
A forma como o preço oscilou em períodos anteriores não tem qualquer influência para efeitos de estimação do preço futuro. Confuso?
Espero que não mas, ao mesmo tempo, espero que se questione sobre qual o objectivo que este texto pretende atingir; devo confessar não é nada de excepcional: apenas sensibiliza-lo para o facto de uma parte da economia financeira ou, o que é o mesmo, uma parte dos activos financeiros nada dependerem da criação de valor ou a perda de valor de outros activos, os designados “activos reais”, esses sim com capacidade intrínseca para criar valor.
Deter um destes outros activos é tão legítimo como possuir o direito de se sentar com os seus amigos na mesa do café. Mas não se pode, em consciência afirmar muito mais do que isso. A parte da economia financeira que se consubstancia neste tipo de jogos movimentou, em 2015, 1,2 quadriliões de dólares, dez vezes mais do que produto interno bruto do mundo inteiro.

Há inúmeros exemplos destes tipos de activos – conhecidos como derivativos porque o seu valor “deriva” ou depende do comportamento futuro de uma variável. Há de tudo como na farmácia, desde contratos em que investidores apostam sobre o preço futuro de acções de empresas, evolução de taxas de câmbio, do petróleo, do café, óleo de palma, do trigo, do algodão, da prata e, até, do sumo de laranja.
Se você for um empresário que necessita de um destes activos para desenvolver a sua actividade (imagine que, quando se senta à mesa do café, você é na verdade um fabricante de jóias de ouro) então você vai querer saber mais alguma coisa sobre este assunto.
Caso contrário, não há justificação para tal: o “racional” por detrás do comportamento dos preços destes activos é, grosso modo, o mesmo “racional” que o faz apostar que o mês de Agosto de 2019 será mais quente do que o de 2018. Não tendo em consideração o impacto que o aquecimento global poderá ter, lamento dizer-lhe que apenas poderá concluir que as coisas podem igualmente correr bem ou mal.
Tire uma moeda não viciada do bolso, lance-a ao ar e você estará, grosso modo, a jogar o mesmo jogo.
Espero que, depois de ler estas linhas, você consiga reagir em conformidade quando algum “radical de esquerda” se referir a uma parte (sublinho, uma parte) da economia financeira que nos destruiu em 2008, como “economia de casino” e como sendo “uma jogatana”.
A não ser, claro, que você seja daqueles que acreditam que o comportamento desta parte da economia financeira está positivamente correlacionada com o comportamento da economia real. Nesse caso, faça como eu: descanse, retempere energias e goze muito as suas férias.

João Ribeiro
Professor universitário, Doutorado em Finanças.
Investigador na área de avaliação de activos.


Sugestão de Lara Ferraz

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E, além deste esquema da economia de casino, de pura especulação, ainda há um outro, ao nível dos bancos, em que o banqueiro empresta o que tem (o dinheiro dos depositantes) e o que não tem, criando moeda escritural, já que não é moeda física o que o devedor recebe. Este esquema, que é inerente ao funcionamento dos bancos, tem uma capacidade infinita de se multiplicar, até ao momento em que começam a aparecer as imparidades e os produtos tóxicos (dívidas incobráveis), o que conduz à bancarrota, sendo depois reposta a normalidade do sistema (que continuará a manter-se inalterável) com o dinheiro dos contribuintes.
Alexandre de Castro
10-08-2016

sábado, 6 de agosto de 2016

Furacão Trump: guerra aberta no Partido Republicano

 


Furacão Trump: guerra aberta no Partido Republicano

Nos EUA cresce a tensão entre os republicanos. Num partido já dividido quanto ao controverso candidato à Casa Branca, Donald Trump veio reacender esta terça-feira a polémica ao declarar que não iria apoiar Paul Ryan na campanha para a reeleição no Congresso, nem a candidatura do senador John McCain no Arizona.
***«»***
Trump sabe (e há muito tempo) que só ganhará a Casa Branca se conduzir a campanha eleitoral num clima de permanente crispação. É o que ele tem andado a fazer. O discurso do politicamente correcto não serve os seus objectivos, nem se insere no seu truculento perfil psicológico. Ele percebeu que não pode ser igual aos seus rivais. 
Se me é permitido um prognóstico, eu diria que ele vai ser o próximo presidente dos EUA. Mas não me perguntem se isso vai ser bom ou mau. Seja qual for o presidente eleito, republicano ou democrata, ele será sempre mau, como história recente tem demonstrado.
AC
2016 08 06

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Viagem de governante ao Euro com a Galp chega à Justiça


Viagem de governante ao Euro com a Galp chega à Justiça

O Ministério Público está a recolher elementos sobre a viagem do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, a convite da Galp, para ver a seleção. São três os envolvidos.

***«»***
Mesmo que fosse legal (e não é legal, segundo prescreve o Artigo 16.º da Lei nº 41/2010 de 03-09-2010), é política e eticamente condenável. Um membro do governo tem de estar acima de qualquer suspeita. E é por estes pequenos favores, embora, de imediato, sem prejuízos para o erário público, que começam as cumplicidades para o desencadeamento posterior de outros favores, então já ilícitos, e que acabam por se transformar em chorudos negócios. 
Lembrei-me agora dos robalos do sucateiro e do ex-governante Armando Vara.
AC
2016 08 04

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Sem cantar "vitória", PCP aconselha cimeira intergovernamental a Costa

João Oliveira, líder parlamentar do PCP

Sem cantar "vitória", PCP aconselha cimeira 
intergovernamental a Costa

O líder parlamentar do PCP condenou hoje a decisão de Bruxelas de suspender a eventual multa a Portugal por défice excessivo de 2015, sem cantar "vitória" porque se mantém o processo de "pressão e chantagem" da União Europeia (UE).

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Na realidade, não se tratou de nenhuma vitória. Foi uma pena suspensa, que não é a mesma coisa do que uma absolvição. A marca ficou registada na caderneta. A nódoa negra é a prova de que houve castigo. 
Pretendeu-se humilhar Portugal, para se ganhar balanço para desencadear, depois do Verão, a ameaça do corte dos fundos comunitários, procurando-se assim condicionar a elaboração do Orçamento de Estado de 2017. E isto tudo, apenas porque Portugal tem um governo que não encaixa no perfil do governo ideal, adoptado pelo cartel político da Europa. 
Está em curso um novo tipo de colonização dos povos, não através das armas e da ocupação territorial, mas através da tirania financeira e de uma muito bem organizada federação de interesses do capitalismo europeu, que não hesita em recorrer aos golpes baixos da chantagem. Se quisermos comer a cenoura, temos que levar "porrada", e ficar caladinhos..
Esta não é a Europa que nos prometeram
AC.
2016-08-04

domingo, 17 de julho de 2016

A UE está por um fio...


“Espero que haja na senhora May um certo bom senso nas negociações com Bruxelas, porque é esse processo que vai determinar o futuro do Reino Unido no mundo. Mas não tenho grandes expectativas quanto às negociações e ao perfil para o cargo”, defende Bernardo Pires de Lima, investigador do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI).
“O referendo não é vinculativo. Legalmente não é vinculativo. Theresa May validou essa situação com a afirmação ‘Brexit é Brexit’, mas também é verdade que Westminster vai discutir a petição que pede um segundo referendo em Setembro”, prossegue [Bernardo Pires de Lima].
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A Grã-Bretanha não é a França, que se submeteu ao domínio da Alemanha. A hora triunfal da Grã-Bretanha chegará, quando a UE se desagregar. Até lá, é necessário desgastá-la, arrastando até ao limite as negociações da sua saída. Neste objectivo, a Grã-Bretanha ganhou ontem [16 Julho], inesperadamente, um aliado casual de peso, não declarado e não assumido: Ergodan, o presidente da Turquia, que tudo irá fazer para fazer a vida negra a Merkel. A Ergodan, bastará abrir a porta aos refugiados, para lançar o pânico e a confusão numa Europa já moribunda.
E os europeístas fanáticos já inventam os argumentos mais absurdos, para esconderem esta realidade.
AC
17 JUL 2016

terça-feira, 12 de julho de 2016

Na Europa continua a ser proibido levantar a cabeça. É obrigatório rastejar…


Na Europa continua a ser proibido levantar a cabeça. É obrigatório rastejar…

Enquanto, em Lisboa, em colorida festa, se aclamavam os novos campeões do futebol, em Bruxelas, a festa era outra, muito diferente. Portugal iria ser castigado por ter elegido um governo desalinhado com o pensamento dominante, ditado pelos donos da Europa, assim como a Espanha, que tem de se deixar dessas veleidades de apoiar partidos e movimentos, considerados radicais.

Tivesse Portugal, como primeiro-ministro, Passos Coelho, e a Espanha já estivesse a ser governada por Mariano Rajoy, e a festa seria outra.

Os gregos também estão a pagar bem caro a sua ousadia e atrevimento, de quererem fazer descarrilar o comboio europeu, o que tirou o sono à Hitler de saias e ao boneco do Eliseu, que, no silêncio dos gabinetes, deram ordens às marionetas de Bruxelas para aplicarem severos castigos aos indisciplinados.
Na Europa continua a ser proibido levantar a cabeça. É obrigatório rastejar.
Alexandre de Castro
12 JUL 2016

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Parabéns, campeões... [TOU CHIM]

TOU, CHIM...

"Não sou bruxo nem vidente, mas tenho feelings e senti que o Éder ia fazer o golo"
Cristiano Ronaldo
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Parabéns à Selecção Nacional de Futebol, pelo importante troféu conquistado, feito que galvanizou o país, as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, principalmente a de França, bem como todo o espaço lusófono, com uma especial referência para o povo de Timor-Leste.

Exceptuando as esquizofrénicas e doentias rivalidades clubísticas, o futebol possui esta magia de unir ludicamente e sentimentalmente as pessoas, embora de uma maneira efémera e ocasional. No caso da selecção nacional, é o sentimento identitário de pertença a uma comunidade, a um território e a uma história colectiva, que prevalece, Mas é também a erupção emocional do momento e a alegria do prazer da festa, que importa realçar nestas situações.

Seria injusto não fazer-se aqui uma elogiosa referência ao brilhante comportamento de quatro atletas portugueses (três mulheres e um homem), no palco do recente campeonato europeu de atletismo.

Patrícia Mamona conquistou a medalha de ouro de triplo salto; Sara Moreira venceu a meia maratona e Jéssica Augusto ficou com o bronze; e Tsanko Arnaudov ficou em terceiro lugar no lançamento do peso.
Merecem o nosso reconhecimento e também o usufruto de uma  exposição mediática adequada, por parte dos órgãos de comunicação social

Alexandre de Castro

Fotografia do Diário de Notícias
2016 JUL 11

sábado, 9 de julho de 2016

Estas são as "malhas que o Império tece" (*)


Estas são as "malhas que o Império tece" (*)

Os portugueses escreveram na História uma página bem negra, ao levantarem do chão de África o gigantesco mercado global da escravatura. 
Marcados a ferro e fogo, como gado, os escravos eram encurralados nos negreiros, que os levariam para o Brasil e para as Américas. Mais de metade morria de doença, na dolorosa viagem, sem regresso. Muitos morriam de saudade. 
Os que chegavam, acorrentados ao ferro de um cruel destino, eram vendidos em leilão, na praça pública, e tratados como animais domésticos. 
Desapossados de tudo, principalmente da sua dignidade, quando morriam, apenas deixavam à sua descendência, como herança, a sua humilde condição: a condição de escravo, em mercadoria transformado.
Portugal ainda não fez a catarse. Ainda não fez tudo, para se redimir desta dor, que do Império nasceu, e que na escuridão dos porões, caminhou pelos mares, lado a lado, com a incandescência da glória, ostentada pela cruz e pela espada, nos pendões pendurados nos mastros das caravelas.
Estas são as "malhas que o Império tece".
Alexandre de Castro
09 JUL 2016
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(*) Texto escrito,  a propósito da inauguração do primeiro memorial da escravatura, em Cacheu, no norte da Guiné-Bissau (Ver aqui), e onde vão ficar guardados vários artefactos, relacionados com o tema: colheres de cozinha, tachos, chicotes e ferros que, depois de ficarem em brasa, pelo lume, serviam para marcar os escravos.
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Também pode ler aqui


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Cooptação do Alpendre da Lua pelo site "Abril de Novo Magazine"


O Alpendre da Lua foi cooptado pelo site "Abril de Novo Magazine", o que muito me honra.
Agradeço aos editores esta distinção.
Pode ver-se, no Destaque, o meu texto "Uma premonição sobre o fim da União Europeia" e, para ver os outros textos já publicados, procurar na janela "Seleccionar categoria" no lado direito da parte inferior da página.